A Câmara Municipal do Recife pautou para votação a admissibilidade de um processo de impeachment contra o prefeito **João Campos (PSB)**. A denúncia baseia-se em supostas irregularidades e fraudes na nomeação de candidatos aprovados em concurso público para vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD). De acordo com o portal **Contra Fatos**, há indícios de que a gestão municipal teria nomeado pessoas que não atendiam aos critérios legais de deficiência, preterindo aqueles que realmente possuíam o direito às vagas reservadas.
O caso ganhou repercussão nacional após ser detalhado pela **Revista Oeste** e pelo **Metrópoles**, que apontaram falhas graves no processo de verificação das condições de saúde dos nomeados. A oposição na Câmara alega que houve crime de responsabilidade e desrespeito às leis de inclusão, o que justificaria o afastamento do prefeito. O **JC UOL** informou que a votação de admissibilidade é o primeiro passo de um processo que pode levar à cassação do mandato de Campos, caso as investigações comprovem o dolo na manipulação das listas de aprovados.
#### Investigação de Fraude e Pressão na Câmara
A denúncia apresentada à Câmara Municipal detalha casos específicos de nomeações que teriam ocorrido sem a devida perícia médica ou com laudos questionáveis. A prefeitura do Recife, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que todos os procedimentos seguiram as normas do edital. No entanto, a pressão de entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência aumentou a temperatura política na capital pernambucana, levando os vereadores a decidirem sobre a abertura formal da investigação que pode culminar no impeachment.
**Análise NotíciaDireta:** O caso de João Campos em Recife é um alerta sobre como a gestão pública pode ser corroída por práticas que ferem a ética e a lei sob o manto de uma suposta eficiência. A fraude em cotas para PCDs, se confirmada, é de uma baixeza moral sem precedentes. O NotíciaDireta seguirá acompanhando o caso, esperando que a justiça seja feita e que o uso político de concursos públicos seja devidamente punido.