O ditador cubano Miguel Díaz-Canel declarou nesta sexta-feira (20) que a ilha comunista está se preparando militarmente para uma possível ação dos Estados Unidos. A afirmação ocorre em meio ao agravamento da crise econômica no país caribenho e ao endurecimento das sanções promovidas pelo governo de Donald Trump, que recentemente declarou emergência nacional em relação a Cuba.
A retórica da “Guerra de Todo o Povo”
Diante da pressão americana, o regime castrista reativou sua tradicional doutrina de defesa, conhecida como “Guerra de Todo o Povo”. Durante o Décimo Dia Nacional da Defesa, exercícios militares foram realizados em diversas províncias, contando com a presença de altos oficiais das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) e do Ministério do Interior (Minint). Díaz-Canel afirmou que qualquer agressor externo encontrará uma “resistência inabalável”, conforme publicou a RT Brasil.
A escalada retórica de Havana tenta desviar a atenção do colapso interno. A ilha enfrenta uma crise energética severa, agravada pelo bloqueio de petróleo imposto por Washington. A falta de combustível reduziu drasticamente a iluminação nas grandes cidades e paralisou setores produtivos, evidenciando a falência do modelo econômico socialista que vigora há mais de seis décadas.
O cerco de Trump ao regime
A administração de Donald Trump tem intensificado o cerco financeiro a Cuba, impondo tarifas a países que fornecem petróleo à ilha e condicionando qualquer alívio a mudanças estruturais no regime. Segundo informações de bastidores, os EUA teriam exigido a saída de Díaz-Canel do poder, proposta prontamente rechaçada pela cúpula comunista, que insiste em manter seu sistema político inegociável.
A postura de vitimização de Cuba é uma tática velha e desgastada. Ao invés de reconhecer o fracasso retumbante do socialismo que afundou a ilha na miséria, a ditadura castrista prefere criar um espantalho externo para justificar a repressão interna e a fome do seu povo. A firmeza de Trump em não ceder um milímetro a tiranos é a única linguagem que regimes autoritários compreendem. O choro de Díaz-Canel é apenas o som de um sistema decadente que agoniza sob o peso de sua própria incompetência.