O pedido para incluir Romeu Zema no Inquérito das Fake News partiu do ministro Gilmar Mendes e foi encaminhado a Alexandre de Moraes nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, no âmbito do Supremo Tribunal Federal. A medida ocorre após declarações públicas do governador de Minas Gerais com críticas ao tribunal, segundo relataram CNN Brasil e Metrópoles.
Inquérito das Fake News no foco
Conforme as publicações, Gilmar Mendes pediu que Moraes, relator do inquérito, avalie se há elementos para apurar eventual disseminação de informações falsas ou ataques institucionais por parte de Zema. O procedimento nasceu em 2019 por decisão do próprio Supremo Tribunal Federal e, desde então, virou um instrumento amplo, com fronteiras pouco claras e forte peso político.
Romeu Zema ganhou projeção nacional ao fazer oposição ao governo Lula e defender uma agenda mais liberal na economia. A possível inclusão de seu nome no inquérito atinge um governador em exercício e amplia a tensão entre parte da direita e o topo do Judiciário. Até o momento, não havia decisão final de Moraes sobre a abertura de nova frente de apuração, segundo informações reproduzidas por Gazeta do Povo e Estadão.
Pressão política e alcance do tribunal
O caso expõe de novo a expansão do papel do Supremo Tribunal Federal em disputas políticas. O inquérito, criado sem provocação do Ministério Público, segue sendo alvo de críticas de juristas e parlamentares por concentrar investigação, acusação e julgamento na mesma estrutura. Quando esse mecanismo passa a cercar adversários do governo federal ou vozes dissidentes, a suspeita de uso seletivo cresce.
Não se trata só de Romeu Zema. O ponto central é o método. Um inquérito sem contornos objetivos virou ferramenta permanente de intimidação política. Em vez de freio institucional, parte da cúpula do Judiciário opera como ator do jogo. Para quem defende liberdade, limite de poder e Estado de Direito, isso não é detalhe.