Deputados de oposição articulam um pedido de impeachment de Gilmar Mendes por supostos crimes de responsabilidade atribuídos ao ministro do Supremo Tribunal Federal. A movimentação foi relatada nesta terça-feira, 21 de abril de 2026, em Brasília, com apoio de parlamentares que cobram reação do Senado à atuação política da Corte.
Impeachment de Gilmar Mendes avança na oposição
Segundo publicações da Gazeta do Povo e do Metrópoles, o grupo tenta consolidar fundamentos jurídicos e apoio formal para protocolar a peça. O alvo é a conduta de Gilmar Mendes em decisões e manifestações públicas que, na visão dos deputados, extrapolam os limites constitucionais da magistratura e invadem atribuições do Legislativo.
O pedido, se for apresentado, dependerá de decisão política do presidente do Senado Federal, a quem cabe aceitar ou arquivar a denúncia. Esse é o ponto central. Há uma fila de representações contra ministros do Supremo Tribunal Federal sem avanço prático. Na prática, o sistema criou uma blindagem informal para integrantes da Corte, mesmo quando há forte desgaste público.
Pressão sobre Senado e Supremo Tribunal Federal
O movimento surge após uma sequência de atritos entre oposição e tribunal, especialmente em temas ligados à liberdade de expressão, inquéritos de ofício e decisões monocráticas com impacto direto sobre a política. Conforme análise publicada pela Revista Oeste e por colunistas do Estadão, cresce no Congresso a avaliação de que o desequilíbrio entre Poderes deixou de ser episódico e virou método.
O ponto não é só Gilmar Mendes. É o padrão. Quando ministros acumulam poder sem freio real, a Constituição vira detalhe e o Senado vira espectador. Quem fala em democracia, mas aceita um Supremo Tribunal Federal sem controle, está defendendo tutela de toga, não república.