Alexandre de Moraes vetou visitas a Jair Bolsonaro durante a internação no hospital DF Star, em Brasília, e liberou apenas a presença de Michelle Bolsonaro. A decisão foi aplicada nesta sexta-feira, 1º de maio, quando o ex-presidente entrou na unidade para uma cirurgia no ombro direito.
Visitas a Bolsonaro vetadas
Segundo a Folha Destra, nem advogados, nem filhos, nem outros familiares foram autorizados a acompanhar Bolsonaro no quarto. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e precisou de autorização judicial para realizar o procedimento médico.
Moraes também determinou vigilância permanente da Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do 19º Batalhão, na porta do quarto. A ordem é barrar qualquer entrada fora da autorização expressa do ministro. Bolsonaro chegou ao hospital antes das 7h.
A medida amplia o controle judicial sobre a rotina do ex-presidente até dentro do ambiente hospitalar. Em tese, a custódia de um preso domiciliar permite restrições. Ainda assim, o bloqueio total a filhos, advogados e outros parentes chama atenção pelo grau de isolamento imposto por decisão individual de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Controle judicial no hospital
O caso expõe mais uma vez a concentração de poder nas mãos do relator. Quando até visitas familiares dependem de aval judicial, a fronteira entre cautela processual e excesso de intervenção deixa de ser detalhe e vira o ponto central do problema.
A internação de Bolsonaro virou extensão formal da prisão domiciliar. O ponto crítico não é só a segurança. É o padrão de excepcionalidade que se normaliza no país, sempre com amplo espaço para decisões duras contra um alvo político específico e pouca resistência institucional.