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Caminhonete de Flávio Dino custou R$ 480 mil aos cofres

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Ministro Flávio Dino do STF, cujo veículo blindado no Maranhão custou R$ 480 mil aos cofres públicos.
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O veículo utilizado para os deslocamentos do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Maranhão, faz parte de uma frota de quatro caminhonetes blindadas adquiridas pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJMA) em 2024. O custo total da compra foi de R$ 1,9 milhão, o que significa que cada caminhonete de Flávio Dino custou R$ 480 mil aos cofres públicos, pagos com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados.

A revelação dos gastos, inicialmente publicada pelo jornalista Luís Pablo, apontou que o veículo, uma Toyota SW4, era utilizado por familiares do ministro mesmo quando ele não estava presente no estado. O STF, em nota, justificou que a segurança institucional de Dino havia sido alertada sobre um suposto “procedimento de monitoramento ilegal” de seus deslocamentos na capital maranhense, encaminhando o caso à Polícia Federal (PF), conforme publicou a Revista Oeste.

Investigação e censura à imprensa

O desdobramento do caso tomou contornos de perseguição à liberdade de imprensa. A investigação, que inicialmente estava com o ministro Cristiano Zanin, foi redistribuída para Alexandre de Moraes. Sob a justificativa de paralelos com o inquérito das fake news, Moraes autorizou uma operação de busca e apreensão contra o jornalista responsável pelas reportagens, resultando na apreensão de seu celular e computador.

A decisão gerou forte repúdio de entidades de classe. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram profunda preocupação, ressaltando que a medida viola a proteção constitucional do sigilo da fonte, conforme noticiou a Istoé Dinheiro. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também criticou a ação, avaliando que ela coloca toda a categoria jornalística em risco.

A farra com o dinheiro do pagador de impostos parece não ter fim quando se trata da elite do funcionalismo público. Enquanto o cidadão comum sofre com a inflação e a insegurança nas ruas, autoridades desfrutam de frotas milionárias e blindadas, pagas com o suor do trabalhador. Mais alarmante ainda é a escalada autoritária do STF, que, em vez de prestar contas à sociedade sobre o uso de recursos públicos, prefere acionar o aparato estatal para intimidar e calar jornalistas que ousam expor a verdade. A liberdade de imprensa no Brasil respira por aparelhos sob a caneta de Alexandre de Moraes.

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