O PSOL apresentou em 17 de abril de 2026 um projeto para proibir a cola para ratos em todo o Brasil, sob o argumento de que o método submete os animais a sofrimento prolongado. A proposta foi registrada na Câmara dos Deputados e mira a fabricação, venda e uso das armadilhas adesivas.
Projeto mira cola para ratos
Segundo relatos publicados por CNN Brasil e Metrópoles sobre iniciativas semelhantes de proteção animal, defensores da medida afirmam que esse tipo de armadilha provoca ferimentos, desidratação e morte lenta. O texto do projeto enquadra o dispositivo como prática cruel e busca inserir restrições na legislação federal de maus-tratos.
Na prática, a proposta encosta em um problema real de saúde pública: o controle de pragas urbanas. Ratos transmitem doenças, contaminam alimentos e exigem resposta rápida em áreas residenciais, comércios e redes de esgoto. Banir um método sem apresentar alternativa acessível e eficaz tende a elevar custo para famílias e pequenos empreendedores, além de ampliar a dependência de serviços especializados.
O debate já apareceu em outros países e municípios, geralmente puxado por grupos de bem-estar animal. Conforme reportagens da Folha de S.Paulo e do Estadão sobre regulação de pragas e legislação animal, a controvérsia costuma opor critérios sanitários, custo operacional e preocupação ética. No Congresso, o projeto deve enfrentar resistência de setores ligados ao varejo, ao controle urbano e à bancada mais cética a novas proibições.
A pauta pode soar humanitária, mas revela um traço conhecido da esquerda: ampliar regra estatal sobre a vida comum enquanto ignora efeito prático. O país enfrenta crime, desordem fiscal e serviços precários. Ainda assim, parte do Parlamento prefere transformar controle de pragas em bandeira moral. Sem alternativa barata e eficiente, sobra ideologia e falta solução.