A conta de luz pode acumular R$ 985 bilhões em custos extras até 2050, segundo levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia divulgado em 31 de maio de 2026. O estudo atribui o valor a decisões do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual legislatura do Congresso Nacional.
Conta de luz e custos até 2050
De acordo com o levantamento, o valor equivale a seis vezes o orçamento anual do Bolsa Família e a cinco vezes os recursos do Minha Casa, Minha Vida. O cálculo não inclui reajustes tarifários anuais nem correção pela inflação. Na prática, a estimativa trata de despesas adicionais embutidas nas tarifas de energia.
O estudo aponta três grupos de custos. O primeiro é ligado às novas despesas do Tratado de Itaipu. O segundo envolve a prorrogação de incentivos fiscais para projetos de fontes renováveis. O terceiro está na contratação de usinas térmicas de emergência para atender a demanda em horários de pico, uma opção mais cara que a geração convencional.
Governo reage ao levantamento
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a metodologia usada no estudo é superficial e desconsidera os efeitos sociais das políticas do setor. A entidade que representa os consumidores afirma que o modelo atual do setor elétrico precisa de reforma para conter novos repasses às tarifas.
Conforme publicou o Estadão em reportagens sobre encargos e subsídios do setor, parte relevante da conta de energia no Brasil já é formada por custos regulatórios e contratações determinadas por decisão política. O novo levantamento projeta a expansão desse peso nas próximas décadas.