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Lava Jato já apontava ligação de Toffoli com resort Tayayá

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Montagem com o ministro do STF Dias Toffoli e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol lado a lado.
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A suspeita de vínculo do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Tayayá Resort remonta aos tempos da Operação Lava Jato, há quase uma década. Mensagens de 2016 indicam que o ex-procurador Deltan Dallagnol já alertava sobre a possível sociedade oculta do magistrado no empreendimento localizado no Paraná.

O histórico da suspeita

Conforme publicou a Revista Oeste, o diálogo de julho de 2016 entre Dallagnol e o então chefe de gabinete da Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Pelella, apontava que Toffoli seria sócio oculto de um primo no resort. Essas mensagens vieram a público após o vazamento ilegal promovido por hackers, sendo posteriormente usadas para embasar acusações contra o ex-procurador sob a alegação de investigação informal contra o ministro.

Recentemente, em fevereiro deste ano, Dias Toffoli admitiu ser sócio da Maridt, empresa de sua família que figura entre as proprietárias do Tayayá Resort. A admissão ocorreu após a Polícia Federal (PF) entregar um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, detalhando mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Investigações da Polícia Federal

A PF suspeita de crimes financeiros envolvendo pagamentos à Maridt. Os diálogos interceptados mostram Vorcaro conversando com seu cunhado sobre repasses à empresa ligada à família do magistrado. O Tayayá Resort foi vendido pela Maridt a um fundo que contava com a participação do Banco Master, levantando questionamentos sobre a atuação de Toffoli, que chegou a ser relator de inquéritos relacionados ao banco na Suprema Corte.

Análise NotíciaDireta: O caso escancara a hipocrisia de um sistema que perseguiu implacavelmente os investigadores da Lava Jato enquanto fechava os olhos para as suspeitas que pairavam sobre as mais altas cortes do país. A admissão tardia de Toffoli sobre seu vínculo com o resort, uma década após os primeiros alertas de Dallagnol, prova que a operação estava no caminho certo ao investigar os poderosos. Fica a pergunta: até quando o STF continuará blindando seus próprios membros enquanto pune com rigor aqueles que ousam questionar o establishment? A transparência e a moralidade parecem ser artigos de luxo, reservados apenas para os inimigos do sistema.

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