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Investigação aponta emenda em mansão no Ceará

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Alessandra Haber e Daniel Santos em caso de investigação sobre mansão no Ceará
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Uma investigação aponta que a compra de uma mansão no Ceará ligada à deputada federal Alessandra Haber (MDB) e ao ex-prefeito Daniel Santos (Podemos) foi quitada com recursos de emendas parlamentares. Segundo o Metrópoles, o imóvel em Fortim foi pago entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025 por terceiros e empresas com contratos com a prefeitura.

Mansão no Ceará sob apuração

De acordo com a apuração, a casa de praia foi totalmente quitada em cinco meses. A incorporadora responsável pela obra informou aos promotores que nem Daniel Santos nem Alessandra Haber desembolsaram valores pelo imóvel. Os pagamentos teriam sido feitos por pessoas e empresas ligadas a contratos públicos municipais.

O caso atinge um nome com peso político no Pará. Daniel Santos, ex-prefeito de Ananindeua, aparece como pré-candidato ao governo estadual. A suspeita central é objetiva: recursos que deveriam atender o interesse público teriam sido desviados para bancar patrimônio privado de alto padrão.

Se confirmada, a operação expõe um método antigo da política brasileira. Emenda parlamentar vira moeda de poder. Contrato público vira ponte para favorecimento privado. O contribuinte paga duas vezes: no orçamento e na erosão da confiança nas instituições.

O ponto grave não é só a mansão. É o modelo. Quando verba pública circula sem controle efetivo, o resultado costuma ser esse: aliados enriquecem e o cidadão fica com o discurso moralista de sempre. A direita séria defende Estado menor também por isso: menos caixa, menos balcão, menos espaço para esse tipo de captura.

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