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Partido Novo pede cassação de Erika Hilton por misoginia

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Montagem com a deputada Erika Hilton e o deputado Luiz Lima do Partido Novo sobre o pedido de cassação
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O Partido Novo protocolou neste sábado (14) uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados pedindo a cassação do mandato da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ação acusa a parlamentar de quebra de decoro e misoginia após declarações polêmicas nas redes sociais, onde atacou mulheres que criticaram sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Ataques às mulheres e tentativa de censura

A controvérsia teve início após a eleição de Erika Hilton, uma mulher trans, para presidir a comissão que historicamente defende pautas femininas. Em resposta às críticas, a deputada utilizou a rede social X para chamar suas opositoras de “imbeCIS” — destacando o termo “cis”, referente a mulheres biológicas — e mandou que “parassem de latir”, comparando-as a animais. O deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ), porta-voz da ação, destacou a gravidade das falas: “Quando uma parlamentar trata as mulheres dessa forma, presidindo uma comissão que deveria defender a mulher, isso é misoginia na veia”, afirmou, conforme publicou a Revista Oeste.

Além dos ataques diretos, o Partido Novo argumenta que a psolista tenta impor censura prévia. Após o apresentador Ratinho, do SBT, opinar que o cargo deveria ser ocupado por uma “mulher biológica”, Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal (MPF) exigindo uma indenização de R$ 10 milhões e a suspensão do programa televisivo por 30 dias. Para a legenda conservadora, a atitude demonstra autoritarismo e intolerância ao debate público, características incompatíveis com o exercício do mandato parlamentar.

Oposição questiona legitimidade

A eleição de Erika Hilton já havia gerado forte reação da oposição conservadora na Câmara. Deputadas como Chris Tonietto (PL-RJ) e Clarissa Tércio (PP-PE) lamentaram o resultado, argumentando que a comissão sofreu uma “ideologização” e que a presidência deveria ser ocupada por uma mulher que compreenda os desafios biológicos femininos. A postura agressiva da nova presidente contra quem diverge de sua nomeação apenas reforçou os argumentos de que a pauta identitária está sendo usada para silenciar mulheres reais.

Análise NotíciaDireta: O caso escancara a hipocrisia das pautas identitárias da esquerda. Ao assumir uma comissão destinada à defesa das mulheres, a deputada do PSOL não hesita em ofender e tentar calar exatamente aquelas que deveria representar, demonstrando um autoritarismo típico de quem não suporta o contraditório. A ação do Partido Novo é um freio necessário contra a tirania do politicamente correto, que tenta transformar opiniões biológicas e conservadoras em crimes, enquanto normaliza ataques misóginos desde que venham do lado “certo” do espectro político.

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