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Peninha é indiciado por discriminação religiosa

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Eduardo Bueno, o Peninha, em imagem de arquivo
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O jornalista e youtuber Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por discriminação religiosa após dizer em vídeo que evangélicos não deveriam ter direito ao voto. O indiciamento ocorreu na quinta-feira, 7, e a investigação trata ainda de falas em que o grupo foi descrito, segundo a apuração, como “nefasto e desprezível”.

Discriminação religiosa contra evangélicos

O caso começou depois da circulação de um vídeo publicado em janeiro nas redes sociais. Conforme a apuração divulgada, o conteúdo foi removido por decisão judicial durante o andamento do inquérito. A investigação ficou a cargo da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, no Rio Grande do Sul.

A notícia-crime foi apresentada pelo vereador de Porto Alegre Tiago Albrecht e pela suplente de deputada federal Sâmila Monteiro, ambos do Novo. Sâmila afirmou que liberdade religiosa e direito ao voto são pilares da democracia. Albrecht disse que o caso deixou de ser mera divergência política e passou ao campo de possível violação da lei.

Os dados do Censo de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2025, mostram o peso do grupo atingido. Evangélicos somam mais de um quarto da população brasileira. Isso dá dimensão objetiva ao alcance da fala atribuída a Peninha e ajuda a explicar a reação política e policial ao caso.

Direito ao voto e limite legal

O ponto central não é simpatia por A ou B. É o limite civilizatório. Defender a retirada de direitos políticos de milhões de brasileiros por causa da fé não é “opinião corajosa”. É ataque frontal à igualdade perante a lei. Num país em que parte da elite relativiza abusos quando o alvo é conservador ou cristão, o indiciamento expõe um teste simples: a regra vale para todos ou só para adversários ideológicos.

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