O Pix não é alvo inicial das sanções dos Estados Unidos ligadas à classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A informação foi dada por Amanda Roberson, porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado, em entrevista divulgada na terça-feira, 2.
Pix e sanções dos EUA
Segundo o Poder360, Roberson disse que as medidas miram pessoas e entidades que ofereçam apoio material às duas facções. Ela afirmou que a fase atual é de implementação das designações e descartou que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos esteja na mira nesse primeiro momento.
A porta-voz também disse que a responsabilização dependerá da intencionalidade em casos concretos. Na declaração reproduzida pelo Poder360, ela afirmou ser impossível prever situações individuais, mas acrescentou que o setor financeiro brasileiro é, em geral, sofisticado e entende suas obrigações para cumprir a legislação norte-americana.
As sanções decorrem da decisão de Washington de enquadrar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Com isso, o foco das restrições passa a ser o bloqueio de apoio material, financeiro ou operacional a integrantes e estruturas ligadas às facções.