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Surto de ebola pode ter começado em funeral

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Investigação apura funeral de Paluku Makundi Denis no surto de ebola no Congo
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O surto de ebola no leste da República Democrática do Congo pode ter começado no funeral do pastor Paluku Makundi Denis, de 44 anos, segundo investigação relatada pela Reuters em 12 de junho de 2026. As autoridades apuram se o contato com o corpo, após o caixão rachar durante o transporte, deu origem a uma cadeia de transmissão que já soma 635 casos confirmados e 127 mortes.

Funeral é investigado no surto de ebola

O corpo do pastor foi levado de Bunia até Mongbwalu, na província de Ituri, em uma viagem de cerca de três horas por estradas de terra em más condições, segundo a Reuters. Familiares seguiram no mesmo veículo, ao lado da urna. No fim do trajeto, o caixão estava rachado e danificado.

Parentes decidiram comprar outro caixão e transferir o corpo antes do enterro. Esse contato passou a ser tratado como ponto central da investigação. De acordo com a Reuters, cadáveres de vítimas de ebola estão entre as principais fontes de transmissão do vírus.

Líderes comunitários informaram que mais de 80 pessoas participaram das cerimônias fúnebres. Nos dias seguintes, moradores da região passaram a apresentar febre, vômitos, diarreia e hemorragias. Autoridades locais registraram quase 50 mortes nas semanas posteriores ao funeral, com vários casos concentrados em núcleos familiares.

Autoridades apuram origem do surto

Paluku Makundi Denis morreu antes de o surto ser oficialmente reconhecido e não foi testado para ebola, segundo a Reuters. A concentração de casos entre parentes e participantes do enterro reforçou a hipótese de um evento de superpropagação. A apuração segue em Ituri, onde equipes de saúde tentam mapear a cadeia inicial de contágio.

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