O governo de Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não incluir a vacina meningite B no SUS para bebês, segundo informações publicadas pela CNN Brasil e pela Folha de S.Paulo. A decisão foi tomada em abril de 2026, após análise técnica no âmbito do Ministério da Saúde e da Conitec, sob o argumento de custo elevado e impacto orçamentário.
Vacina meningite B fora do SUS
A vacina contra o meningococo do tipo B já está disponível na rede privada, mas segue fora do calendário público infantil. O governo sustenta que, no cenário atual, outras vacinas e ações teriam melhor relação entre custo e benefício. Na prática, a escolha mantém o acesso restrito a famílias que podem pagar por doses que custam caro nas clínicas particulares.
A meningite bacteriana é uma doença grave. Pode evoluir rápido e deixar sequelas severas. O ponto central, porém, não é só sanitário. É político e orçamentário. Quando o Estado cresce em propaganda e gasto disperso, falta dinheiro para prioridades objetivas. Saúde básica e prevenção deveriam estar no topo da lista.
Critério fiscal e prioridade real
Conforme relatos da CNN Brasil e da Folha de S.Paulo, a avaliação oficial considerou incidência da doença, custo por dose e impacto no sistema público. Esse tipo de cálculo é legítimo. O problema aparece quando o governo vende discurso social amplo, mas recua justamente em uma medida de proteção infantil que atinge a base da população.
A decisão expõe a contradição de um governo que promete cuidado total, mas seleciona prioridades com forte viés político. Se o caixa é limitado, a régua deveria ser eficiência e foco em proteção concreta, não expansão estatal com baixa entrega. No fim, o pobre continua dependente do que o governo nega e o rico compra no mercado.