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PT tenta atrair Érika Hilton após racha no PSOL

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Montagem com a deputada Érika Hilton e o presidente Lula, ilustrando a tentativa do PT de atraí-la após racha no PSOL.
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O PT intensificou as investidas para atrair a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) para seus quadros, após a cúpula do PSOL rejeitar a formação de uma federação partidária com a sigla do presidente Lula. A movimentação ocorre em meio a um racha na esquerda, evidenciado no último fim de semana, quando a proposta de união foi derrotada por 47 votos a 15 no diretório nacional psolista.

Aproximação com o PT e racha no PSOL

A tentativa de federação era defendida abertamente por Érika Hilton e pelo ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP), que buscavam alinhar o partido aos interesses do governo federal para as eleições de 2026. No entanto, a ala majoritária do PSOL, liderada por figuras como Glauber Braga e Sâmia Bomfim, resistiu à ideia, temendo a perda de independência e a submissão ao pragmatismo político petista, conforme publicou a Revista Veja.

Com a recusa, o PSOL optou por manter sua atual federação com a Rede Sustentabilidade, partido da ministra Marina Silva, que também enfrenta suas próprias divisões internas. A decisão isolou o grupo de Boulos e Hilton, abrindo espaço para que o PT atue nos bastidores para cooptar a parlamentar, vista como um ativo eleitoral importante devido à sua expressiva votação em São Paulo.

Estratégia de hegemonia petista

A investida sobre Érika Hilton reflete a velha tática do PT de tentar hegemonizar o campo da esquerda, esvaziando legendas menores que ousam manter alguma autonomia. Segundo informações do jornal O Globo, a manutenção da aliança PSOL-Rede foi uma resposta direta à tentativa de aparelhamento petista, que exigiria apoio incondicional a candidatos de centro e direita aliados de Lula pelo país afora.

Análise NotíciaDireta: O PT de Lula não aceita aliados, apenas vassalos. A tentativa de “roubar” Érika Hilton do PSOL escancara o modus operandi de um partido que, incapaz de renovar seus próprios quadros, age como um predador político para engolir qualquer liderança que ganhe destaque na esquerda. O racha no PSOL mostra que até mesmo os radicais estão percebendo que abraçar o lulismo significa abrir mão da própria identidade para servir de puxadinho aos interesses de poder do PT.

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