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Estadão expõe contrato de Viviane Barci como escárnio público

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Estadão expõe contrato de Viviane Barci como escárnio público
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O jornal O Estado de S. Paulo publicou um contundente editorial nesta quarta-feira (11) classificando como um “escárnio” o contrato milionário firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, e o Banco Master. O acordo, que prevê o pagamento de R$ 129 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, foi duramente criticado por especialistas consultados pelo veículo, que consideram os valores totalmente incompatíveis com as práticas de mercado para os serviços prestados.

Valores exorbitantes e crescimento patrimonial

Segundo a apuração, que também cita dados do jornal O Globo, o patrimônio de Viviane Barci apresentou um salto meteórico de 232% em apenas um ano, passando de R$ 24 milhões em 2023 para R$ 79,7 milhões em 2024. O Estadão destaca que honorários na casa das centenas de milhões de reais são justificados apenas em disputas fiscais complexas ou grandes operações societárias, o que não parece ser o caso das atividades descritas pelo escritório, como reuniões e revisão de políticas internas, avaliadas em no máximo R$ 7,8 milhões pelo mercado.

Indícios que exigem investigação

O editorial não poupa críticas à inércia das instituições, apontando para encontros entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes, além de mensagens interceptadas pela PF. O jornal cobra uma postura firme do Ministério Público e critica a seletividade da PGR, ressaltando que a soma desses indícios forma uma base objetiva que demanda investigação imediata e transparente para preservar a credibilidade das instituições.

Análise NotíciaDireta: O caso escancara a promiscuidade entre o alto escalão do Judiciário e interesses privados, um sintoma crônico de um sistema que blinda os seus enquanto esmaga o cidadão comum. A leniência das instituições investigativas diante de cifras astronômicas e coincidências convenientes reforça a percepção de que, no Brasil, a lei não é igual para todos. É urgente que a sociedade exija transparência e responsabilização, rompendo com a narrativa oficial que tenta normalizar o inaceitável.

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