A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Ministério das Comunicações nesta quinta-feira (12) solicitando a suspensão do Programa do Ratinho, exibido pelo SBT, por 30 dias. A medida ocorre após o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, tecer comentários sobre a parlamentar durante a transmissão ao vivo de seu programa, criticando sua recente eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Ação no Ministério Público e Indenização
Além do pedido de suspensão, a parlamentar do PSOL protocolou ações no Ministério Público de São Paulo (MPSP) e no Ministério Público Federal (MPF). Conforme publicou a Folha de S.Paulo, Erika Hilton exige uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais e pede a instauração de um inquérito policial contra o apresentador pelos supostos crimes de transfobia, injúria e violência política.
A polêmica teve início quando Ratinho, ao comentar a eleição da deputada para a comissão, afirmou que ela “não é mulher”, mas “apenas trans”. A declaração gerou forte reação da base aliada ao governo e de movimentos sociais. Em resposta, o SBT emitiu um comunicado oficial, divulgado pela CNN Brasil, no qual repudia as falas do apresentador, afirmando que elas não representam a opinião da emissora e que medidas internas estão sendo analisadas.
O embate na Comissão da Mulher
A eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher já havia sido marcada por intensos debates no Congresso. A deputada foi eleita por 11 votos a favor e 10 em branco, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar o cargo. O episódio com Ratinho adiciona mais um capítulo à polarização política em torno das pautas identitárias no Brasil.
Análise NotíciaDireta: O episódio evidencia, mais uma vez, a intolerância da esquerda com a liberdade de expressão e a opinião divergente. Ao invés de rebater críticas no campo das ideias, a tática padrão do PSOL é a judicialização e a tentativa de censura, pedindo a suspensão de um programa de TV popular e exigindo cifras milionárias. A sanha punitivista contra quem ousa questionar a narrativa identitária mainstream demonstra que, para certos grupos, o debate democrático só é válido quando todos concordam com a sua cartilha. O caso de Ratinho serve de alerta sobre os riscos da criminalização da opinião no Brasil.