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IPCA sobe e meta ameaça 2026

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Fachada do Banco Central em notícia sobre projeção do IPCA para 2026
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A projeção do IPCA para 2026 subiu para 4,71%, acima do teto da meta contínua de inflação, segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, 28 de abril. O dado confirma a piora das expectativas do mercado para os preços no Brasil sob o governo Lula.

IPCA em alta

Conforme publicaram CNN Brasil e O Estado de S. Paulo, a estimativa do mercado rompeu o limite superior da meta, fixado em 4,50%. A meta central para 2026 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Quando a expectativa passa do teto, o custo recai sobre juros mais altos, crédito mais caro e crescimento mais fraco.

A deterioração não surgiu do nada. Gastos públicos elevados, desconfiança fiscal e dificuldade do governo em entregar ajuste consistente pesam sobre câmbio, juros futuros e preços administrados. O discurso de estímulo estatal pode render manchete, mas não substitui previsibilidade. Mercado não reage a peça publicitária. Reage a risco.

Nos últimos meses, a política econômica do Palácio do Planalto tem convivido com expansão de despesas e pressão sobre a autoridade monetária. Nesse quadro, a tarefa do Banco Central fica mais difícil. Se a inflação esperada sobe, cai a margem para alívio monetário. O consumidor paga a conta no supermercado, no financiamento e na renda corroída.

Pressão fiscal e inflação

O número expõe um problema básico: sem disciplina fiscal, meta de inflação vira promessa vazia. O governo Lula insiste no velho receituário de gasto, crédito político e ataque indireto ao mercado. O resultado é conhecido. Menos confiança, juros travados e inflação mais resistente. País sério combate preço alto com responsabilidade, não com retórica.

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