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Desaprovação de Lula atinge maior nível em dois anos

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Presidente Lula com índice de desaprovação de 61% segundo pesquisa PoderData em março de 2026
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A desaprovação de Lula chegou a 61% em março de 2026, segundo pesquisa do PoderData divulgada nesta semana — o pior índice registrado pelo presidente desde o início do seu terceiro mandato, há dois anos. O levantamento aponta que apenas 35% dos brasileiros aprovam a gestão do petista, enquanto 4% não souberam ou não quiseram responder.

Desaprovação de Lula em alta: o que dizem os números

A pesquisa, confirmada por dados do PoderData e repercutida por veículos como a CNN Brasil e a Gazeta do Povo, revela uma trajetória consistente de queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O índice de desaprovação cresceu mais de dez pontos percentuais nos últimos doze meses, acompanhando o agravamento do cenário econômico: inflação persistente, câmbio pressionado e juros elevados que corroem o poder de compra das famílias brasileiras. O PT, partido do presidente, ainda não apresentou resposta pública consistente aos números.

Entre os fatores que analistas apontam como determinantes para a derrocada da imagem presidencial estão o descontrole das contas públicas, o fracasso do arcabouço fiscal em conter o déficit e a percepção crescente de que o governo federal prioriza pautas ideológicas em detrimento de soluções práticas para a economia. Conforme noticiou a Gazeta do Povo, a insatisfação é transversal e atinge inclusive camadas da população historicamente simpáticas ao PT, como trabalhadores de baixa renda do Norte e Nordeste do país.

Contexto político e desgaste do governo federal

O resultado do PoderData não surge isolado. Outras pesquisas recentes, como as do Metrópoles e do Estadão, já sinalizavam tendência de queda desde o segundo semestre de 2025, quando a crise fiscal se aprofundou e o governo Lula enfrentou turbulências no Congresso Nacional para aprovar medidas de ajuste. A gestão petista acumula críticas pela expansão do gasto público, pela interferência em estatais e pela postura do presidente em relação à política externa — aproximando o Brasil de regimes como o de Nicolás Maduro, na Venezuela, e distanciando-o de parceiros comerciais estratégicos.

Analistas políticos ouvidos pela imprensa nacional ressaltam que um índice de desaprovação acima de 60% coloca o presidente em território de grave vulnerabilidade política, dificultando a formação de maioria no Congresso e enfraquecendo sua capacidade de governança para o restante do mandato, que se estende até 2026.

A pesquisa do PoderData é mais um retrato do esgotamento de um projeto de poder que prometeu prosperidade e entregou inflação, déficit e instabilidade. Quando 61% dos brasileiros reprovam um presidente que já governou o país por dois mandatos anteriores e insiste nos mesmos erros — expansão do Estado, intervencionismo econômico e alinhamento com regimes autoritários —, o recado das urnas começa a ser ensaiado nas pesquisas. O mercado já precificou o risco-Lula há tempos; agora, a população parece estar chegando à mesma conclusão.

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