Home Política EBC fecha acordo com estatal chinesa ligada ao Partido Comunista
Política

EBC fecha acordo com estatal chinesa ligada ao Partido Comunista

Share
Sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em Brasília com bandeira da China ao fundo
Share

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), emissora pública federal controlada pelo governo Lula, firmou acordo de cooperação com um grupo estatal chinês diretamente vinculado ao Partido Comunista da China, conforme apurado pela Revista Oeste e confirmado por documentos analisados pela Gazeta do Povo. O acordo com a estatal chinesa, anunciado em março de 2026, levanta questões sobre a independência editorial da emissora brasileira e o aprofundamento dos laços entre Brasília e Pequim.

Acordo com estatal chinesa: o que está em jogo

O grupo chinês envolvido no acordo é vinculado à estrutura de propaganda e comunicação do Partido Comunista da China, operando sob supervisão direta do Estado autoritário de Xi Jinping. Parcerias desse tipo costumam incluir compartilhamento de conteúdo, treinamento de jornalistas e produção conjunta de material informativo — mecanismos amplamente utilizados por Pequim para projetar sua narrativa ao redor do mundo, prática conhecida internacionalmente como sharp power. A Gazeta do Povo já havia documentado iniciativas semelhantes de expansão da mídia estatal chinesa na América Latina nos últimos anos.

A EBC, que controla a TV Brasil e a Agência Brasil, é financiada com recursos públicos e tem obrigação legal de zelar pelo pluralismo e pela independência informativa. Críticos alertam que um acordo com uma entidade subordinada ao regime comunista chinês compromete estruturalmente essa missão. O Partido dos Trabalhadores (PT), que comanda o governo federal, historicamente mantém relações próximas com o Partido Comunista da China, o que torna o episódio ainda mais sintomático de uma orientação ideológica deliberada na política externa e na comunicação pública do Brasil.

Contexto: influência chinesa na mídia brasileira

O movimento segue uma estratégia global de Pequim de infiltrar e cooptar veículos de comunicação em países em desenvolvimento. Relatórios do Freedom House e do Reuters Institute apontam que a China investiu bilhões de dólares na última década para expandir sua influência midiática internacional, frequentemente por meio de acordos com emissoras estatais de países aliados ou simpáticos ao regime. No Brasil, iniciativas anteriores já incluíram suplementos pagos pela agência estatal Xinhua em grandes jornais e acordos de distribuição de conteúdo com emissoras regionais, conforme relatou o Estadão.

A oposição no Congresso Nacional deve acionar a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) para obter detalhes sobre os termos do acordo, especialmente quanto a eventuais repasses financeiros e cláusulas de conteúdo. Por ora, a EBC não divulgou publicamente o texto integral do memorando assinado.

A parceria entre a EBC e uma entidade do aparato de propaganda do Partido Comunista da China não é um simples acordo de cooperação técnica — é um sinal político inequívoco. O governo Lula, que usa dinheiro do contribuinte brasileiro para financiar a emissora pública, escolhe como parceira uma máquina de desinformação a serviço de uma ditadura. Enquanto o Ocidente livre debate como conter a influência chinesa em suas instituições, o Brasil abre as portas da sua comunicação estatal para Pequim. A pergunta que fica é simples: a quem a TV Brasil servirá — ao cidadão brasileiro ou à narrativa do regime de Xi Jinping?

Share

Últimas Notícias

Propaganda