O Partido Novo protocolou duas representações contra Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, por causa da viagem da PF a Londres em abril de 2024. A acusação é objetiva: despesas de hotel, alimentação e transporte no fórum teriam sido pagas por entidades privadas, entre elas o Banco Master, citado como alvo de apurações da própria corporação.
Viagem da PF a Londres
O evento foi o “1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias”, realizado entre 24 e 26 de abril de 2024, na capital britânica. Segundo o UOL, os custos da participação de autoridades foram bancados por organizadores privados. A hospedagem teria ocorrido em hotel de alto padrão, com diárias estimadas em cerca de R$ 6 mil.
O caso ganhou peso extra por causa de um episódio paralelo. Conforme publicou o UOL, houve uma degustação de whisky premium financiada pelo controlador do Banco Master. O ponto central da denúncia é o conflito óbvio: um dirigente da Polícia Federal aceitando benefícios custeados, ao menos em parte, por agentes privados com interesse direto diante do Estado.
Pressão sobre a Polícia Federal
As representações do Partido Novo tentam forçar apuração formal sobre eventual infração administrativa e possível violação de dever funcional. O problema não é só a viagem. É o padrão. Quando a cúpula de uma instituição policial circula em ambiente de luxo pago por privados, a fronteira entre interesse público e conveniência política fica embaralhada.
O episódio expõe a permissividade que se instalou em Brasília sob o governo Lula. A regra deveria ser simples: autoridade policial não pode receber agrado de quem pode ser investigado. Se isso vira normal, a máquina pública deixa de servir ao cidadão e passa a servir à elite bem relacionada.