A inflação dos alimentos voltou a surpreender negativamente em março de 2026, superando as projeções do mercado e ampliando a pressão sobre o governo Lula. O estouro das metas reacende o debate sobre a eficácia da política econômica do PT e sobre o custo real das promessas feitas à população mais pobre.
Inflação dos alimentos fora do controle
Segundo dados acompanhados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e reportados pelo Estadão, o grupo de alimentação e bebidas registrou alta acima do esperado pelo consenso de analistas. Itens básicos como carne, frango, óleo e verduras puxaram o índice para cima, corroendo o poder de compra das famílias de baixa renda — exatamente o eleitorado que Lula mais corteja.
O estouro não é acidente isolado. A combinação de câmbio depreciado, custo de energia elevado e desorganização fiscal criou um ambiente fértil para a inflação persistente. Conforme apontou a Gazeta do Povo, o Banco Central já havia alertado para riscos inflacionários decorrentes do desequilíbrio nas contas públicas — alertas ignorados pela equipe econômica do Ministério da Fazenda.
Política fiscal agrava o cenário
O governo insiste na narrativa de que os gastos sociais são solução, não problema. Mas os números contradizem o discurso. O déficit fiscal persistente pressiona os juros, encarece o crédito e, por consequência, eleva os custos de produção e distribuição de alimentos. O ciclo é conhecido — e evitável. A CNN Brasil destacou que a expectativa de inflação para o ano já foi revisada para cima por bancos e consultorias, sinalizando desconfiança crescente no mercado.
A resposta do Palácio do Planalto tem sido retórica: culpar a seca, os atravessadores e o mercado financeiro. Faltam medidas estruturais. Reduzir carga tributária sobre alimentos, cortar gastos correntes e sinalizar responsabilidade fiscal seriam passos concretos — mas contrariam a lógica do PT, que prefere ampliar o Estado a reformá-lo.
A inflação de alimentos é o imposto mais cruel sobre os pobres. O governo que diz governar para eles é o mesmo que gasta sem critério, pressiona os juros e deprecia o real. O resultado aparece na feira, no açougue e no bolso de quem menos pode pagar. Enquanto Lula distribui narrativa, a população distribui o que sobrou do salário entre as prioridades do mês.