O senador Carlos Viana afirmou na quinta-feira (14) que nenhum parlamentar da base de Lula assinou o pedido da CPMI do Master. A declaração foi dada em meio à pressão no Congresso após novos fatos do caso envolvendo o Banco Master.
CPMI do Master no Congresso
Segundo relato exibido no programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, governistas defendem nos bastidores a abertura de investigação e a quebra de sigilos. Mas, até agora, essa cobrança não virou apoio formal ao requerimento. O dado expõe a diferença entre discurso e assinatura.
A pressão aumentou após a Polícia Federal prender Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, na sexta fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraude financeira, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial com ligação direta ao Banco Master.
O caso também ganhou peso político depois do vazamento de áudios que citam o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Conforme relato reproduzido pela Gazeta do Povo, Flávio disse ter recebido apoio de Jair Bolsonaro para enfrentar a crise e manter sua pré-candidatura ao Planalto em 2026.
Silêncio da base governista
A ausência de assinaturas da base de Lula sugere cálculo político. Se o governo de fato quer apuração ampla, falta explicar por que ninguém colocou o nome no pedido. Em Brasília, apoio sem assinatura costuma servir mais para discurso do que para investigação.
O episódio mostra o padrão de sempre: quando a crise encosta em áreas sensíveis do poder, sobra fala e falta ato. Se a base governista diz apoiar investigação, o mínimo seria assinar a comissão. Sem isso, a defesa de transparência vira peça de conveniência política.