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Banco do Brasil registra calote de R$ 3,6 bilhões

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Fachada do Banco do Brasil com texto sobre calote de R$ 3,6 bilhões e inadimplência em alta
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O Banco do Brasil registrou R$ 3,6 bilhões em calotes no primeiro trimestre de 2026, com a inadimplência avançando em ritmo acelerado na carteira de crédito da instituição. Os dados, confirmados pela própria estatal, apontam deterioração expressiva na qualidade dos empréstimos concedidos, especialmente no segmento de pessoa física e pequenas empresas.

Inadimplência do Banco do Brasil em alta

Segundo informações publicadas pelo Estadão e pela CNN Brasil, a taxa de inadimplência do banco subiu acima da média do sistema financeiro nacional. O crescimento das dívidas em atraso reflete o aperto no orçamento das famílias brasileiras, pressionadas pela inflação persistente e pelo custo do crédito — a taxa Selic segue em patamar elevado, tornando o refinanciamento inacessível para grande parte dos devedores.

O Banco do Brasil, controlado pelo governo federal, expandiu sua carteira de crédito nos últimos dois anos seguindo diretrizes políticas do Ministério da Fazenda e da Casa Civil. Programas de crédito subsidiado voltados ao agronegócio, habitação e microempresas ampliaram a exposição do banco a perfis de risco mais elevado. O resultado começa a aparecer nos balanços.

A Gazeta do Povo destacou que a deterioração não é exclusiva do BB: outros bancos públicos como a Caixa Econômica Federal também registram aumento nas provisões para devedores duvidosos. Analistas do mercado financeiro alertam que o problema pode se aprofundar no segundo semestre, caso o cenário macroeconômico não melhore.

Gestão política e risco fiscal

A expansão agressiva do crédito por bancos estatais em contexto de juros altos não é novidade no Brasil. Nos governos PT, a prática de usar instituições públicas como instrumentos de política econômica gerou passivos bilionários no passado — o caso mais notório foi o da Caixa Econômica Federal durante os governos Dilma Rousseff. O histórico se repete.

O calote de R$ 3,6 bilhões no Banco do Brasil não é acidente — é consequência previsível de uma gestão que usa banco público como ferramenta eleitoral. Quando o Estado empurra crédito por pressão política, ignora risco e contamina o balanço com dívidas irrecuperáveis. Quem paga a conta, no fim, é o contribuinte. O governo Lula repete o roteiro conhecido: expande o crédito estatal, infla os números, e deixa o rombo para depois.

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