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Advogada do Banco Master pagou voo de Nunes Marques

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Ministro Nunes Marques do STF em sessão plenária — voo custeado por advogada ligada ao Banco Master
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Uma advogada com vínculos ao Banco Master custeou o voo do ministro Alexandre de Moraes— não. Do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para um evento realizado em Maceió. A informação, revelada pela Revista Oeste e confirmada pelo Metrópoles, levanta sérias questões sobre a independência de um integrante da mais alta corte do país.

Voo de Nunes Marques e o Banco Master

Segundo as apurações, a viagem foi bancada por Cristiane Damasceno, advogada que presta serviços a instituições financeiras ligadas ao Banco Master. O banco, que enfrenta processo de incorporação pelo BRB — Banco de Brasília, tem interesses diretos em decisões que tramitam no STF. O ministro Nunes Marques integra o tribunal e pode compor turmas julgadoras em matérias que afetam o setor financeiro.

O episódio ocorreu em meio às tratativas para a absorção dos ativos do Banco Master pelo BRB, operação que envolveu negociações com o governo do Distrito Federal e gerou polêmica no mercado financeiro. A proximidade entre a advogada e o ministro, evidenciada pelo custeio da viagem, é vista por juristas como uma violação potencial das regras de conduta da magistratura.

Conduta judicial e conflito de interesses

O Código de Ética da Magistratura proíbe que juízes aceitem benefícios de partes ou de pessoas com interesse em processos sob sua jurisdição. O recebimento de voo custeado por advogada vinculada a banco com matérias no tribunal configura, no mínimo, aparência de conflito de interesses — o que, por si só, já seria suficiente para um pedido de impedimento. Conforme publicou a Gazeta do Povo, o STF não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta edição.

Análise NotíciaDireta: Um ministro do Supremo que aceita viagem paga por advogada com clientes no tribunal não apenas fragiliza sua posição — fragiliza a instituição inteira. O mesmo tribunal que se arvora guardião da democracia precisa explicar por que seus membros aceitam benesses de quem tem interesse em suas decisões. A pergunta é simples: se fosse um juiz de primeiro grau, já não teria sido afastado?

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