O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) registrou prejuízo histórico decorrente de sua exposição ao Banco Master, em caso que expõe fragilidades no sistema financeiro brasileiro e levanta questões sobre regulação e risco sistêmico. O episódio foi noticiado pelo Estadão e pela Folha de S.Paulo em abril de 2026.
FGC e Banco Master: o prejuízo histórico
O FGC, entidade privada responsável por garantir depósitos de até R$ 250 mil por CPF em instituições financeiras, foi acionado após a deterioração da situação do Banco Master. O banco, que cresceu agressivamente captando recursos via CDBs com taxas elevadas, acumulou ativos de qualidade questionável, segundo apuração do Metrópoles.
A exposição do fundo ao caso Master representa o maior desembolso da história do FGC. Analistas ouvidos pela CNN Brasil estimam que o impacto pode comprometer parte relevante das reservas da entidade, reduzindo a capacidade de proteção a depositantes em eventuais crises futuras.
Risco sistêmico e omissão regulatória
O Banco Central do Brasil supervisiona as instituições financeiras e tem competência para intervir preventivamente. A pergunta que fica é por que a autoridade monetária não agiu antes que o problema atingisse proporções históricas. O modelo de captação do Master — taxas acima do mercado para atrair investidores — é sinal clássico de desequilíbrio estrutural.
Conforme publicou a Gazeta do Povo, parte dos recursos captados pelo banco foi direcionada a precatórios e ativos ilíquidos, criando um descasamento perigoso entre passivos de curto prazo e ativos de difícil realização. O resultado é o colapso que o FGC agora absorve.
O caso Master é mais um capítulo do custo da negligência regulatória no Brasil. Quando o Estado falha na supervisão, quem paga a conta são os depositantes e o sistema como um todo. O governo Lula, ocupado com sua agenda de expansão fiscal, pouco fez para fortalecer a cultura de responsabilidade no sistema financeiro. Livre mercado funciona — mas exige árbitro competente e imparcial. O que vimos aqui foi ausência de arbitragem até o estrago estar feito.