O Irã lançou seis ondas sucessivas de mísseis contra o território de Israel no domingo, 5 de abril de 2026, na maior ofensiva balística registrada desde o início do conflito. O ataque ocorre em retaliação a operações israelenses e eleva o risco de uma guerra regional de proporções incontroláveis.
Ofensiva de mísseis iranianos intensifica crise no Oriente Médio
Conforme relataram a CNN e o The Times of Israel, os projéteis foram lançados a partir de território iraniano em múltiplas sequências, saturando os sistemas de defesa antiaérea israelenses, incluindo o Iron Dome e o sistema Arrow. Autoridades israelenses confirmaram interceptações parciais, mas admitiram impactos em zonas militares e periféricas.
O governo de Donald Trump reagiu com dureza. O presidente norte-americano reforçou o ultimato de 48 horas dirigido ao regime dos aiatolás para que aceite negociações sobre seu programa nuclear, sob pena de ação militar direta dos Estados Unidos. A Casa Branca classificou o ataque como “ato de guerra que desafia a ordem internacional”.
Trump pressiona com ultimato e mundo observa
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu convocou o gabinete de guerra e prometeu resposta “esmagadora e precisa”. Aliados europeus pediram contenção, mas Trump sinalizou apoio irrestrito a Israel, elevando a pressão sobre Teerã.
O regime iraniano, por sua vez, justificou o ataque como “legítima defesa” e afirmou estar preparado para novas rodadas caso Israel não cesse suas operações no Líbano e em Gaza. A retórica de Teerã segue o padrão de escalonamento calculado que caracteriza sua estratégia desde outubro de 2023.
O ataque iraniano não é surpresa — é o resultado previsível de anos de acomodação ocidental com um regime que financia o terror e busca a bomba nuclear. A postura firme de Trump, com ultimato claro e prazo definido, representa o único tipo de linguagem que Teerã entende. A Europa que pede “diálogo” enquanto mísseis cruzam o céu israelense deveria refletir sobre o custo histórico de sua ingenuidade. A guerra que o mundo tentou ignorar chegou à sua fase mais perigosa.