Home Política Boulos enfrenta cobrança sobre taxa das blusinhas
Política

Boulos enfrenta cobrança sobre taxa das blusinhas

Share
Guilherme Boulos durante fala pública em meio à repercussão sobre a taxa das blusinhas
Share

Guilherme Boulos foi cobrado neste 18 de abril de 2026, em agenda pública, sobre a taxa das blusinhas, apelido dado ao imposto sobre compras internacionais de baixo valor. Ao responder, o deputado ouviu réplica de jornalistas e o vídeo passou a circular nas redes.

Taxa das blusinhas vira cobrança direta

A gravação mostra o parlamentar sendo questionado sobre o apoio de setores da esquerda à taxação de importados de até 50 dólares. A medida foi defendida pelo governo Lula sob o argumento de isonomia tributária e proteção da indústria nacional. Na prática, encareceu compras populares em plataformas estrangeiras e atingiu consumidores de renda mais baixa.

Conforme registraram CNN Brasil e Folha de S.Paulo em reportagens sobre a tributação do varejo internacional, o tema desgastou a base governista desde a tramitação no Congresso. A reação veio rápido nas redes porque o imposto ficou associado ao aumento de custo para quem buscava produtos baratos fora do país. O apelido pegou justamente por traduzir esse efeito no bolso.

No vídeo, a resposta de Boulos tenta deslocar o foco para a disputa entre varejistas nacionais e plataformas estrangeiras. A contestação dos jornalistas, porém, insiste no ponto central: quem paga a conta é o consumidor. Esse é o trecho que deu força à repercussão. O embate expôs a dificuldade da esquerda em vender aumento de imposto como justiça social.

O desgaste político de Boulos

Segundo o Estadão e o Metrópoles, a tributação de compras internacionais se tornou símbolo de um governo que fala em proteger os pobres, mas entrega mais custo e menos liberdade de escolha. Para aliados do Planalto, a tese favorece a indústria local. Para o público, o resultado é simples: produto mais caro e menos acesso.

A cena resume um vício da política brasileira. Quando o Estado falha em competir, ele taxa. Quando a conta chega, a esquerda tenta chamar isso de regulação ou equilíbrio. O eleitor entende melhor: imposto é imposto. E recai com mais força sobre quem tem menos renda e precisa esticar cada real.

Share

Últimas Notícias

Propaganda