O PT voltou a defender Nicolás Maduro durante um evento partidário realizado na sexta-feira, 25 de abril de 2026. O episódio reforçou a ligação histórica do partido com o regime venezuelano, segundo relatos publicados pela Gazeta do Povo e pela Revista Oeste.
PT e Maduro no mesmo roteiro
De acordo com as publicações, o ato teve manifestações favoráveis ao ditador venezuelano e pedidos por seu retorno à Venezuela. A cena não é isolada. O PT mantém, há anos, discurso brando diante da repressão política, da censura e da ruína econômica impostas pelo chavismo.
O constrangimento é maior porque o regime de Maduro é alvo de críticas constantes de organismos internacionais e de veículos como CNN Brasil e Estadão, que registraram prisões de opositores, fraude eleitoral e perseguição a adversários. Ainda assim, setores da esquerda brasileira insistem em tratar a ditadura como parceira ideológica, não como problema moral e político.
Maduro expõe a linha do partido
O gesto também atinge o discurso moderado que integrantes do governo tentam vender no exterior. Quando militantes e quadros do PT exaltam Maduro, a mensagem real aparece: a democracia vale menos do que a afinidade revolucionária. Não há surpresa. Há coerência com uma tradição de complacência com tiranias de esquerda.
A defesa de Nicolás Maduro não é detalhe folclórico. Ela revela o padrão de um partido que relativiza ditadura quando o tirano está do lado “certo”. Quem fala em democracia, mas poupa Caracas, perde autoridade para cobrar compromisso institucional de qualquer adversário.