O governo de Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não incluir a vacina meningite B no calendário do SUS para bebês, conforme publicaram Folha de S.Paulo e CNN Brasil nesta sexta-feira (25). A decisão foi mantida pelo Ministério da Saúde após análise técnica e orçamentária.
Vacina meningite B fora do SUS
A vacina contra o meningococo do tipo B já está disponível na rede privada, mas tem custo alto para muitas famílias. No sistema público, seguem ofertadas outras vacinas contra meningite, como as voltadas ao meningococo C e à meningocócica ACWY em faixas etárias específicas. A exclusão da dose contra o tipo B preserva a diferença entre quem pode pagar e quem depende do Estado.
Segundo os relatos da imprensa, a área técnica considerou critérios de custo-efetividade e o impacto fiscal da incorporação. Esse tipo de conta é legítimo em qualquer governo. O problema é a escolha política que vem depois. O mesmo Estado que alega limite para ampliar prevenção mantém estrutura pesada, gastos mal priorizados e uma máquina que consome muito para entregar pouco.
Decisão expõe prioridade do governo
A meningite bacteriana pode evoluir com rapidez e deixar sequelas graves. Por isso, entidades médicas e especialistas em imunização costumam defender a ampliação da cobertura, sobretudo na primeira infância. Conforme a Folha de S.Paulo, o tema passou por avaliação de instâncias técnicas. Ainda assim, a palavra final do governo foi não avançar agora.
Quando falta dinheiro para proteger bebês, mas sobra para sustentar um Estado inchado, a prioridade fica exposta. O governo Lula prefere administrar escassez em vez de enfrentar desperdícios. No fim, a conta recai sobre a família comum, que já banca impostos altos e continua sem acesso ao que deveria ser básico.