O governo determinou o bloqueio da Polymarket no Brasil nesta sexta-feira, 25 de abril de 2026, após a plataforma ganhar tração com apostas sobre a eleição presidencial. O movimento ocorreu depois de Flávio Bolsonaro aparecer na liderança em um dos mercados eleitorais, segundo relatos publicados por Metrópoles e Gazeta do Povo.
Bloqueio da Polymarket
A medida foi executada no ambiente regulatório das apostas online e atingiu o acesso à plataforma no país. A justificativa formal foi a oferta de mercado sem autorização local e a exploração de contratos ligados a disputa eleitoral brasileira. O tema ganhou peso político porque envolvia projeções de voto em um ambiente sem intermediação estatal e fora do controle do aparato eleitoral.
Conforme reportaram CNN Brasil e Folha de S.Paulo em coberturas sobre regulação digital e apostas, o Planalto e órgãos da administração vêm ampliando a intervenção sobre plataformas que operam à margem da licença nacional. No caso da Polymarket, o ponto sensível foi a combinação entre dinheiro, previsão política e alcance público. Para críticos da medida, o governo agiu rápido quando o mercado passou a expor uma tendência incômoda ao grupo no poder.
O bloqueio também produz um efeito prático: empurra usuários para meios alternativos, redes privadas e serviços no exterior. Não elimina o interesse por previsão eleitoral. Só retira transparência de um termômetro que, certo ou errado, registra expectativa de mercado em tempo real. Em democracias mais abertas, esse tipo de ferramenta é tratado como expressão de informação dispersa. Aqui, a reação foi proibir.
Quando um governo se incomoda mais com a leitura do mercado do que com a própria impopularidade, o problema não está na plataforma. Está no vício de controle. Bloquear a Polymarket porque o placar desagrada ao poder segue a cartilha de Estados que preferem tutelar a sociedade a conviver com informação livre.