Jeffrey Chiquini provocou Soraya Thronicke ao escrever “Thrambicke, Soraya” após a fala da senadora na sabatina de Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026. A expressão veio depois de Soraya dizer ao indicado que, ao “vestir a toga”, não se esquecesse dos amigos.
Provocação a Soraya
Segundo a Folha Destra, a publicação de Chiquini usou um trocadilho com o sobrenome da parlamentar e a palavra “trambique”. O advogado atua na defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro. O conteúdo circulou nas redes após a sessão da CCJ.
Na sabatina, Soraya dirigiu um apelo pessoal a Jorge Messias. A frase foi: “E, quando vestir a toga, não se esqueça dos amigos”. O comentário destoou do rito formal de uma indicação de alto peso institucional. Conforme a própria cobertura da Folha Destra, a fala chamou atenção de perfis do meio político e jurídico.
O contexto era sensível. A indicação de Jorge Messias mobilizava senadores favoráveis e contrários. A pauta ganhou ainda mais tração com notícias paralelas sobre resistência ao nome no Senado, publicadas por veículos como Estadão e CNN Brasil, que acompanharam a sabatina e o ambiente político em torno da escolha.
No plano político, o episódio expõe um vício de Brasília: a naturalização da intimidade entre poder, amizade e cargo público. A reação de Chiquini foi ácida, mas a fala de Soraya dispensou filtro. Quando uma indicação para tribunal superior é tratada com linguagem de compadrio, o problema não é a ironia da internet. É o padrão de poder que muitos fingem não ver.