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Alcolumbre crava rejeição de Messias

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Davi Alcolumbre durante sessão do Senado sobre indicação ao Supremo
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Davi Alcolumbre cravou a rejeição de Messias minutos antes da votação no Senado, na quarta-feira (29), ao dizer ao líder do governo, Jaques Wagner: “Acho que vai perder por 8”. O plenário rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal por 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Rejeição de Messias no Senado

Segundo a Folha de S.Paulo e o Estadão, a derrota impôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um revés raro na relação com o Senado. Foi a primeira vez desde 1894, no governo de Floriano Peixoto, que a Casa barrou um indicado à Suprema Corte. O placar confirmou o diagnóstico político de Alcolumbre sobre a falta de apoio ao nome do atual advogado-geral da União.

Na Comissão de Constituição e Justiça, Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11 após uma sabatina de mais de oito horas. No plenário, porém, o apoio evaporou. Conforme relataram CNN Brasil e Metrópoles, houve resistência da oposição, de independentes e até de setores da base governista, que questionavam a independência do indicado em relação ao Palácio do Planalto.

Racha entre Planalto e Senado

A atuação de Alcolumbre contra a indicação expôs um conflito aberto entre o governo e a cúpula do Senado. A escolha de Lula ignorou alternativas com trânsito melhor na Casa. O resultado foi um desgaste político que o Planalto não conseguiu reverter nem com articulação de última hora.

A votação mostrou um dado simples: não basta ao governo querer ampliar influência no Supremo Tribunal Federal. O Senado ainda pode impor limite quando percebe excesso de alinhamento político. Para Lula, a derrota não foi só numérica. Foi um aviso sobre perda de controle e sobre o custo de tratar uma vaga na Corte como extensão do gabinete presidencial.

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