Davi Alcolumbre acertou o placar da rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal na quarta-feira, 29 de abril de 2026, em Brasília. A votação expôs a fragilidade política do governo Lula no Senado e o desgaste de uma indicação tratada como movimento de aparelhamento.
Placar da rejeição no Senado
Segundo relatos publicados por Gazeta do Povo e Metrópoles, Alcolumbre já havia informado a interlocutores o número exato de votos contrários à indicação antes da sessão. O dado ganhou peso porque o senador conhece como poucos o humor da Casa e mantém influência direta sobre a pauta institucional. Quando a contagem se confirmou, o recado político ficou claro: faltou base, sobrou resistência.
Jorge Messias, hoje ligado ao núcleo jurídico do Planalto, enfrentava críticas pela proximidade com Lula e pelo perfil visto como mais político do que técnico. Conforme noticiado por CNN Brasil e pela Folha de S.Paulo em reportagens sobre a articulação da sucessão no Supremo Tribunal Federal, havia desconforto entre senadores com o padrão de indicações do governo. A rejeição consolidou esse mal-estar.
O episódio também fortalece Alcolumbre como fiador de maiorias no Senado. Ele mostrou leitura precisa do plenário e capacidade de antecipar derrotas do Planalto. Para Lula, o resultado impõe custo imediato: qualquer novo nome para o Supremo Tribunal Federal terá de passar por negociação real, não por imposição de gabinete.
O que a derrota revela
A rejeição de Jorge Messias não foi detalhe regimental. Foi um freio político. O Senado marcou limite para a lógica de loteamento de cargos de poder. Quando o governo troca mérito por alinhamento ideológico, perde força até onde antes dizia controlar. Alcolumbre apenas leu o óbvio que o Planalto preferiu ignorar.