Guilherme Derrite avançou na disputa ao Senado por São Paulo após pacificar a crise interna no Progressistas, segundo publicou a Folha Destra nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. O acordo reduziu a resistência de setores do partido que barravam sua candidatura majoritária.
Senado por São Paulo no radar do PP
O atrito começou antes do fim da janela partidária. Derrite negociou uma possível ida ao PL para disputar a vaga ao Senado. A movimentação irritou dirigentes do PP, que viram no gesto uma sinalização de baixa lealdade à legenda.
A pacificação só andou com peso político externo. O apoio de Tarcísio de Freitas e de Flávio Bolsonaro, ainda segundo a publicação, foi decisivo para reduzir a disputa interna e manter Derrite no projeto eleitoral do PP em São Paulo.
O movimento tem efeito prático. Com a resistência interna menor, Derrite entra em posição mais forte na montagem de 2026. Em São Paulo, a corrida ao Senado tende a ser uma disputa de alta visibilidade, com pressão por nomes ligados à segurança pública, tema que costuma mobilizar o eleitorado mais à direita.
O que muda para Derrite
Para o PP, o acordo evita perder um nome competitivo para o campo bolsonarista em outra sigla. Para Derrite, a acomodação interna preserva capital político e reduz ruído num momento em que alianças pesam mais do que impulsos individuais.
O episódio mostra um fato básico da política real: partido não premia aventureirismo, mas também não rasga um nome viável quando há voto e padrinho forte. Em São Paulo, segurança pública segue como ativo eleitoral. Quem falar com clareza sobre ordem, crime e autoridade larga na frente. O resto é burocracia partidária tentando sobreviver ao eleitorado.