Quiropraxia no pescoço levou a americana Jaycie Conley, de 33 anos, a sofrer três AVCs após uma manipulação para aliviar dores na cabeça e no pescoço, na Califórnia, segundo publicou o UOL nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. Ela foi internada em uma UTI e ficou com sequelas permanentes na fala e na coordenação motora.
Quiropraxia no pescoço e a ruptura de artéria
De acordo com o relato reproduzido pelo UOL, Jaycie cuidava do filho de 6 meses quando passou a sentir dores fortes de cabeça. Ela atribuiu o problema ao cansaço e à rotina com o bebê. Depois, buscou um quiroprático que já conhecia para tentar aliviar o desconforto.
Após o ajuste, houve ruptura de uma artéria no pescoço. Na sequência, vieram os três acidentes vasculares cerebrais. O caso ocorreu em Ventura, no estado da Califórnia. Desde então, a paciente convive com limitações que não foram revertidas.
O que o caso mostra
O episódio expõe um ponto básico que muita propaganda de bem-estar tenta empurrar para debaixo do tapete: procedimento em região sensível não é brincadeira. Quando há dor persistente, o caminho prudente é diagnóstico médico sério, com exame e responsabilidade técnica. Atalho vendido como solução rápida pode custar caro.
Há uma indústria de terapias e modismos que cresce na base do marketing e da confiança cega. O Estado costuma falhar tanto na informação ao paciente quanto na fiscalização efetiva. No fim, sobra para o indivíduo arcar com a conta de decisões mal avaliadas e de riscos que deveriam ser informados com clareza desde o início.