Flávio Bolsonaro disse nesta terça-feira (12) que “tinha que ter eleição todo mês” após a revogação da taxa das blusinhas pelo presidente Lula. A declaração foi dada durante a posse de Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, conforme publicou o Metrópoles.
Taxa das blusinhas e crítica eleitoral
O senador do PL afirmou que o governo passou “três anos e meio taxando todo mundo” e agora está “destaxando”. Na mesma fala, associou a decisão ao calendário de 2026 e disse que a medida repete, segundo ele, uma mudança de postura do governo em ano eleitoral.
A revogação atinge o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares. Flávio afirmou que recebeu o recuo com satisfação, mas tentou marcar posição política ao dizer que faria o mesmo “a partir do meu governo”, reforçando sua movimentação como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Cobrança por corte de impostos
Na sequência, Flávio Bolsonaro cobrou redução de tributos e burocracia sobre produtores nacionais. Segundo ele, não basta retirar a taxa das blusinhas sem aliviar o peso do Estado sobre a indústria brasileira. A linha do senador é a de que o consumo não deve ser punido e a produção interna tampouco pode seguir sufocada por encargos.
O recuo do governo expõe um padrão conhecido de Brasília: tributa primeiro, corrige depois e vende a correção como gesto de sensibilidade. Se a revogação veio por cálculo eleitoral, a crítica de Flávio acerta o alvo. Um país sério fortalece a indústria com menos impostos e menos burocracia, não com remendos feitos na véspera da disputa.