Propostas para adotar lista triplice para STF chegaram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em 14 de maio de 2026. O novo desenho ganhou força após a rejeição do nome de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, segundo a Folha Destra.
Como seria a lista triplice para STF
Pelo modelo em discussão, Câmara dos Deputados e Senado Federal montariam juntos uma lista sêxtupla com seis candidatos. Depois, o Senado faria a sabatina e reduziria a relação a três nomes. A escolha final continuaria com o presidente da República.
Hoje, o chefe do Executivo indica um nome diretamente e o Senado decide se aprova ou não. A proposta mudaria o eixo do processo. O Congresso Nacional passaria a filtrar os candidatos antes da decisão presidencial. Na prática, o Planalto perderia poder para impor um nome de confiança política ou ideológica.
O movimento surge num ambiente de desgaste sobre indicações para tribunais superiores. A resistência ao nome de Jorge Messias expôs o custo de tratar o Supremo Tribunal Federal como extensão do governo. O debate real não é técnico apenas. É sobre freios ao presidencialismo de cooptação que marcou a política brasileira nas últimas décadas.
Dar mais peso ao Congresso não resolve tudo, mas reduz a lógica de nomeação pessoal que favorece aliados do poder de turno. Se a escolha para o Supremo Tribunal Federal deixar de ser um gesto quase monárquico do presidente, o sistema já avança um passo contra o aparelhamento.