A Ypê pediu que a reunião pública na Anvisa, marcada para esta sexta-feira, 15 de maio, ocorra sem sigilo. A empresa abriu mão da confidencialidade do processo que trata da liberação de 25 produtos da marca.
Reunião pública na Anvisa
O pedido foi formalizado pela fabricante de produtos de limpeza antes da sessão extraordinária da Diretoria Colegiada da Anvisa. A empresa também autorizou a divulgação integral das informações do processo, conforme publicou o Estadão.
O movimento tem efeito prático. Ao retirar o sigilo, a Ypê tenta reduzir dúvidas sobre o caso e expor os argumentos técnicos que serão analisados pela agência. Para uma empresa de bens de consumo, reputação pesa tanto quanto a decisão regulatória.
A decisão também impõe um teste à própria Anvisa. Se a agência aceitar a sessão aberta, a discussão ficará sujeita a escrutínio público. Isso é o mínimo quando um órgão estatal decide sobre produtos que afetam milhões de consumidores e empresas submetidas a regras muitas vezes opacas.
A iniciativa da Ypê vai na direção correta. Quem confia no próprio produto não teme luz sobre o processo. Já o Estado brasileiro, acostumado ao excesso de burocracia e à cultura do gabinete fechado, costuma tratar transparência como exceção. Quando uma empresa pede publicidade e o poder público hesita, o problema não está no mercado.