O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, rejeitou nesta quinta-feira (4) a proposta de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A declaração foi feita em evento do IDP, em Brasília.
PCC e CV como terroristas: por que a PF rejeita a classificação
Andrei Rodrigues argumentou que terrorismo tem características próprias — objetivos políticos, ideológicos ou religiosos — enquanto facções criminosas operam movidas por lucro: tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando. Para ele, tratar os dois grupos de forma equivalente seria um equívoco conceitual e jurídico.
O diretor também sustentou que o Brasil já possui instrumentos legais suficientes para investigar e combater o crime organizado. Na avaliação dele, adotar a legislação antiterrorismo contra essas facções poderia gerar entraves nas investigações, sem trazer benefícios práticos às forças de segurança, conforme apurou o G1.
Contexto: pressão dos EUA pela classificação
O tema voltou à agenda após autoridades dos Estados Unidos defenderem o enquadramento do PCC e do CV como organizações terroristas, argumento apresentado como forma de fortalecer a cooperação internacional no combate ao crime transnacional.