O Estado Islâmico emitiu convocação formal para ataques terroristas durante a Páscoa, com foco explícito em igrejas e concentrações de cristãos. O alerta foi divulgado por agências de inteligência ocidentais e repercutiu em publicações como a Gazeta do Povo e a CNN Brasil, elevando o nível de atenção de governos europeus e americanos.
Ameaça terrorista na Páscoa mobiliza agências de segurança
Os materiais de propaganda do grupo jihadista circularam em canais criptografados, segundo apuração da CNN Brasil. As mensagens convocam seguidores a agir de forma independente — os chamados lobos solitários — contra templos religiosos, missas e eventos públicos cristãos no período pascal. A tática não é nova: o Estado Islâmico já explorou datas religiosas para maximizar o impacto simbólico e midiático de seus ataques.
Na Europa, países como França, Bélgica e Alemanha reforçaram o policiamento em catedrais e igrejas. Nos Estados Unidos, o FBI e o Departamento de Segurança Interna emitiram boletins internos orientando forças locais a intensificar patrulhamento em locais de culto. O governo Trump, que desde o início do mandato endureceu a política antiterrorismo, autorizou medidas adicionais de vigilância.
O Brasil não está imune. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal monitoram canais jihadistas com presença de usuários brasileiros, conforme informações publicadas pelo Metrópoles. Comunidades islâmicas radicalizadas no país ainda são minoria, mas o risco de inspiração ideológica por meios digitais é real e crescente.
Contexto: padrão de ataques em datas cristãs
O ataque às igrejas do Sri Lanka, em 2019, na Páscoa, matou mais de 260 pessoas e ficou como referência do uso estratégico de datas religiosas pelo jihadismo. Desde então, as forças de segurança ocidentais tratam o período como janela de risco elevado. A ameaça de 2026 segue o mesmo padrão de exploração simbólica.
O islamismo radical encontrou na tolerância ocidental um terreno fértil. Décadas de política migratória negligente na Europa e de enfraquecimento das agências de inteligência produziram o ambiente que o Estado Islâmico hoje explora. Governos que priorizam discurso de inclusão em detrimento de segurança real pagam o preço em sangue. A resposta exige inteligência cirúrgica, fronteiras controladas e zero condescendência com ideologias que pregam o extermínio de quem pensa diferente.