Flávio Bolsonaro aparece com 46% contra 45% de Lula em cenário de segundo turno no Datafolha, divulgado neste sábado, 12 de abril de 2026. Como a diferença está dentro da margem de erro, o quadro é de empate técnico, segundo as principais coberturas do dia.
Flávio Bolsonaro no Datafolha
Os números foram destacados por veículos como Folha de S.Paulo, CNN Brasil e Metrópoles, todos apontando o mesmo dado central: a disputa presidencial, ao menos nesse recorte, está aberta. O resultado chama atenção porque confronta a tese repetida por setores da imprensa de que Lula manteria ampla vantagem em qualquer simulação de segundo turno.
O levantamento sugere que o eleitorado de direita segue competitivo mesmo sob forte desgaste institucional, cerco judicial ao bolsonarismo e ambiente político hostil. Flávio Bolsonaro, embora menos testado nacionalmente que o pai, herda um capital eleitoral consolidado entre conservadores, liberais e eleitores preocupados com segurança pública, custo de vida e rejeição ao PT.
Também pesa o desgaste do governo. Inflação percebida, frustração com promessas econômicas e a volta de velhas práticas de loteamento político ajudam a explicar a resistência de Lula. Conforme publicaram Folha de S.Paulo e CNN Brasil, o empate técnico não autoriza cravar favoritismo. Autoriza, sim, reconhecer que a eleição pode ser bem mais dura do que o discurso oficial tenta vender.
Leitura política do cenário
Em eleições polarizadas, um ponto fora da margem altera pouco o placar e muito a narrativa. O dado deste sábado reforça que a direita não saiu de cena e que o eleitor continua dividido sobre o rumo do país. Se a economia não entregar melhora concreta e a insegurança seguir alta, a tendência é de disputa voto a voto.
A fotografia do Datafolha contraria o conforto da máquina petista e o coro da cobertura alinhada ao poder. Empate técnico com Lula no incumbente mostra fadiga real do governo e força persistente de um campo conservador que defende menos Estado, mais ordem e menos tolerância com a velha política.