O governo da Bahia, sob a gestão do petista Jerônimo Rodrigues, realizou 207 pagamentos que somam R$ 49,2 milhões ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026. As informações, reveladas inicialmente pelo jornal O Globo e confirmadas por dados do Portal da Transparência do Estado, apontam que a maior parte dos repasses ocorreu em 2024, totalizando R$ 47,4 milhões em operações de antecipação de precatórios do Fundef.
Falta de transparência e questionamentos
A revelação dos pagamentos gerou imediata reação na Assembleia Legislativa da Bahia. O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) anunciou que acionará a Lei de Acesso à Informação para exigir detalhes do contrato. O parlamentar questiona os custos dessa antecipação, feita com recursos destinados à educação, e levanta suspeitas sobre o momento das operações, sugerindo que os pagamentos iniciados em 2023 podem ter relação com o ano eleitoral.
O caso ganha contornos ainda mais graves devido ao histórico recente do Banco Master. A instituição financeira, controlada pelo empresário Daniel Vorcaro — atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília —, é alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Investigações apontam que Vorcaro teria pago R$ 24 milhões a um indivíduo conhecido como “Sicário” para realizar serviços ilícitos, incluindo invasão de sistemas e ameaças, conforme publicou a Revista Oeste.
O silêncio do governo petista
Até o momento, a gestão de Jerônimo Rodrigues não apresentou explicações detalhadas sobre as condições financeiras que justificaram a escolha do Banco Master para a antecipação dos precatórios. A ausência de transparência sobre os custos da operação financeira com uma instituição imersa em escândalos policiais reforça a necessidade de uma investigação rigorosa sobre o uso do dinheiro público na Bahia.
Análise NotíciaDireta: Mais uma vez, o pagador de impostos assiste atônito ao escoamento de recursos públicos — neste caso, verbas que deveriam ir para a educação — para os cofres de uma instituição financeira enrolada até o pescoço em escândalos de corrupção. A gestão petista na Bahia, fiel ao modus operandi do partido, demonstra um desprezo contumaz pela transparência. É o velho patrimonialismo em ação: o Estado gigante servindo como balcão de negócios obscuros, enquanto a população amarga serviços de péssima qualidade. A farra com o dinheiro do Fundef precisa ser investigada a fundo, doa a quem doer.