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Janones é expulso da OAB-MG por infrações éticas

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Deputado federal André Janones, expulso da OAB-MG após três infrações ético-disciplinares em 2026
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O deputado federal André Janones (Avante-MG), um dos principais porta-vozes do governo Lula, foi expulso da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG) em março de 2026 após acumular três infrações ético-disciplinares. A decisão encerra sua habilitação para exercer a advocacia no estado.

Expulsão da OAB-MG: as três infrações

Segundo informações apuradas, o processo disciplinar contra Janones se acumulou ao longo dos últimos anos. A OAB-MG aplicou a pena máxima prevista no Estatuto da Advocacia: a exclusão dos quadros da entidade. As infrações teriam envolvido condutas incompatíveis com os deveres éticos exigidos dos advogados inscritos, embora os detalhes completos de cada processo ainda estejam sob sigilo disciplinar. A entidade seguiu o rito previsto no Código de Ética e Disciplina da OAB, com direito a defesa e recurso pelo parlamentar.

Janones ganhou projeção nacional ao ser escalado pelo PT como atacante digital do governo Lula, adotando abertamente a estratégia de confronto e ofensa contra adversários políticos nas redes sociais. O parlamentar chegou a defender publicamente o uso de ataques pessoais como ferramenta política legítima — postura que rendeu críticas de diferentes espectros ideológicos e processos na Justiça.

Parlamentar mantém mandato, mas perde registro profissional

A expulsão da OAB não afeta o mandato de deputado federal de Janones, que segue no exercício do cargo até o fim da legislatura. No entanto, o episódio reforça o padrão de questionamentos éticos que cercam sua trajetória pública. Procurada, a assessoria do parlamentar não havia se manifestado até o fechamento desta edição.

A expulsão de Janones da OAB-MG não é um detalhe burocrático. É o retrato de uma carreira construída sobre a ruptura de normas — jurídicas, éticas e de civilidade. O mesmo homem que o governo Lula escolheu para ser seu principal operador de ataques nas redes é agora considerado inapto para integrar a ordem profissional dos advogados. Quando a instituição que regula a própria profissão diz que alguém não tem conduta compatível com ela, isso diz muito sobre o perfil de quem o Palácio do Planalto elegeu como seu porta-voz.

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