A Operação Vérnix prendeu Deolane Bezerra na manhã desta quinta-feira (21), em São Paulo, sob suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. Segundo o Gaeco e a Polícia Civil, a influenciadora teria cedido contas bancárias e empresas para dar aparência legal a recursos do crime.
Lavagem de dinheiro na Operação Vérnix
De acordo com a investigação, a estrutura financeira ligada a Deolane foi usada na fase de “integração”, etapa em que valores de origem ilícita retornam à economia formal com menor chance de rastreamento. O Ministério Público de São Paulo sustenta que ela teria emprestado sua estrutura empresarial e sua imagem pública para esse processo.
Um dos principais elementos reunidos pelos investigadores foi um celular apreendido com donos de uma empresa de transportes apontada como empresa de fachada. No aparelho, conforme relatou o UOL, foram encontrados comprovantes de depósitos feitos diretamente em duas contas vinculadas a Deolane.
O que a investigação encontrou
Os inquéritos apontam que os repasses ocorreram em contexto de “fechamento de contas” do PCC, e não como pagamento por serviços advocatícios regulares. A apuração também indica suspeita de incompatibilidade patrimonial entre bens e rendimentos atribuídos à investigada.
A operação foi deflagrada pelo Gaeco em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo. Até o momento, o foco da investigação é o suposto uso de contas bancárias e empresas para ocultar a origem de recursos ligados à cúpula da facção.