O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) registrou o maior prejuízo de sua história após a crise do Banco Master, expondo fragilidades no sistema de proteção aos depositantes brasileiros. O rombo, revelado em março de 2026, acende um alerta sobre os riscos sistêmicos tolerados pelo Banco Central do Brasil sob a gestão do governo Lula.
Prejuízo do FGC e o colapso do Banco Master
O Banco Master acumulou passivos insustentáveis ao captar recursos de pequenos investidores por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas acima do mercado. Quando a instituição entrou em colapso, o FGC foi acionado para honrar as garantias — e o custo foi sem precedentes. Conforme apurado pelo Estadão e pela CNN Brasil, o fundo teve de mobilizar reservas em escala inédita, comprometendo sua capacidade de resposta a crises futuras.
O modelo do Banco Master era conhecido no mercado. A instituição distribuía CDBs via plataformas digitais de investimento, prometendo retornos superiores ao CDI. O risco estava escancarado — mas reguladores toleraram a expansão por anos. O Banco Central só agiu quando o estrago já estava feito.
Impacto sistêmico e omissão regulatória
O episódio revela um padrão recorrente na gestão econômica brasileira: a regulação chega tarde, o contribuinte paga a conta. O FGC é financiado pelos próprios bancos, mas seu enfraquecimento afeta diretamente a confiança no sistema financeiro. Se o fundo não tiver reservas suficientes para cobrir futuras quebras, a instabilidade pode se alastrar — e aí o Estado, leia-se o contribuinte, entra como fiador de última instância.
A Gazeta do Povo destacou que o caso levanta questões sobre a supervisão do Banco Central e sobre o apetite regulatório do governo em intervir em instituições financeiras com perfil de risco elevado. No ambiente de juros altos e crédito caro imposto pela política fiscal expansionista do PT, bancos menores são pressionados a assumir riscos maiores para sobreviver — e o ciclo se repete.
O caso do Banco Master não é um acidente isolado. É o resultado previsível de um ambiente onde o Estado gasta além do limite, o Banco Central reage com juros nas alturas e instituições menores apostam em captações arriscadas para competir. O FGC foi criado para proteger o sistema — não para absorver as consequências de uma regulação negligente. Quando o fundo que deveria ser a última linha de defesa registra prejuízo histórico, o sinal é claro: algo estrutural está errado, e o governo Lula não tem interesse em corrigir.