Adrilles Jorge acusou a Anvisa de agir por motivação política no caso Ypê e afirmou que a empresa foi alvo por causa do apoio de seus donos a Jair Bolsonaro. A declaração foi feita após a agência determinar, na quinta-feira (7), o recolhimento de lotes produzidos na fábrica de Amparo, no interior de São Paulo.
Caso Ypê e Anvisa
Segundo a própria Anvisa, a medida atingiu produtos como lava-louças, lava-roupas líquido e desinfetantes. O motivo formal apontado pela agência foi o descumprimento de exigências nos sistemas de garantia de qualidade, produção e controle da empresa.
O vereador paulistano, filiado ao União Brasil, reagiu nas redes sociais e sustentou que a decisão não teria sido apenas técnica. O trecho disponível da fonte informa a acusação de perseguição política, mas não traz a frase exata usada por Adrilles Jorge no vídeo.
Até aqui, o dado objetivo é este: a Anvisa anunciou o recolhimento por falhas regulatórias, e Adrilles Jorge atribuiu a ação a retaliação ideológica. Sem apresentação pública de prova pelo vereador no material citado, a acusação permanece no campo político. Ainda assim, o episódio alimenta a desconfiança sobre órgãos reguladores que, em vez de blindagem técnica absoluta, convivem com pressão e leitura partidária.
Leitura política do caso Ypê
Quando uma agência estatal toma uma decisão de grande impacto contra uma marca conhecida, a obrigação é oferecer transparência total e critério técnico incontestável. Sem isso, cresce a suspeita de uso político da máquina pública, um vício comum em governos que ampliam o poder burocrático e cobram confiança cega da sociedade.