Nikolas Ferreira anunciou no sábado, 9, que virou embaixador da Pé Direito, marca de chinelos de Vila Velha, no Espírito Santo. No vídeo, disse: “Eles não queriam que você começasse o ano com o pé direito” e apresentou a empresa como resposta à campanha da Havaianas com Fernanda Torres.
Pé Direito entra na disputa
A reação remete à propaganda lançada pela Havaianas em dezembro de 2025. Na peça, Fernanda Torres afirma: “Desculpe, mas não quero que você entre em 2026 com o pé direito”, convidando o público a entrar no novo ano “com os dois pés”. A frase levou nomes da direita, como Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis, a defender boicote à marca.
No material publicado nas redes, Nikolas Ferreira diz que a campanha foi “a gota d’água” e define a Pé Direito como uma marca “criada pra quem nunca abriu mão dos valores e princípios que acredita”. No site institucional, a empresa se apresenta como resposta direta ao episódio e afirma ocupar um espaço que grandes marcas evitam por não querer “assumir lado”.
Política, consumo e posicionamento
O caso mostra como empresas passaram a tratar disputa cultural como ativo comercial. Marcas grandes apostam em slogans ambíguos para agradar redações e influenciadores. Quando erram o cálculo, abrem mercado para concorrentes menores, mais explícitos e dispostos a falar com um público conservador sem pedir licença.
A entrada de Nikolas Ferreira na divulgação da Pé Direito expõe um ponto simples: parte do consumidor rejeita campanhas politizadas travestidas de humor publicitário. Quando uma marca escolhe provocar um campo ideológico, precisa aceitar a resposta do mercado. Livre concorrência também vale na guerra cultural.