Guilherme Derrite defendeu Flávio Bolsonaro na quarta-feira, 14 de maio de 2026, ao dizer que o apoio privado ao documentário sobre Jair Bolsonaro foi uma “relação privada legítima”. O deputado afirmou que não houve uso de dinheiro público, nem emendas, contratos com o Estado ou favorecimento regulatório.
Flávio Bolsonaro e o documentário
A manifestação de Derrite ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios sobre a busca de recursos para o documentário Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente. Segundo o relato publicado pela CNN Brasil, o parlamentar sustentou que a captação privada é prática comum no setor cultural e que o caso está sendo tratado como escândalo apenas porque envolve o sobrenome Bolsonaro.
Derrite também afirmou que o contrato de financiamento teria sido firmado cerca de dois anos antes das suspeitas que hoje cercam o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. O ponto central da defesa é simples: se não houve verba pública nem contrapartida estatal, a relação entre financiador e produção deve ser analisada como negócio privado.
Na mesma linha, o deputado comparou o episódio a produções culturais ligadas à esquerda que, segundo ele, não recebem o mesmo grau de cobrança. Conforme publicou o Estadão, a controvérsia ganhou peso político porque envolve um senador da oposição e um empresário sob escrutínio, combinação que costuma atrair mais ruído do que prova concreta.
Defesa política e investigação
Mesmo saindo em defesa de Flávio Bolsonaro, Derrite declarou apoio à apuração dos fatos. A posição tenta separar duas frentes: investigar o que for necessário e rejeitar a tese automática de irregularidade só porque há conexão entre política, mercado e produção audiovisual.
O caso expõe um vício recorrente de Brasília: transformar relação privada em escândalo presumido quando o alvo é a direita. Se houve ilegalidade, que se prove. Sem verba pública e sem ato estatal em troca, sobra muito barulho e pouca substância.